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Por que devo me preocupar com o design responsivo

Você já passou pela experiência de abrir um site através de algum dispositivo mobile e perceber que não consegue navegar por que a página não se ajusta ao tamanho da sua tela? Quando o conteúdo não se organiza de maneiras diferentes para os vários tipos de browser, estamos diante de um site não responsivo.

Ou seja, podemos dizer que o design responsivo é o que faz com que a experiência de navegação seja fluida em todos os meios. Segundo artigo da Smashing Magazine, o conceito sugere que design e desenvolvimento devem responder ao comportamento dos usuários e ao ambiente, baseando-se em tamanho de tela, plataforma e orientação.

Estamos falando grego? Calma! O que queremos dizer é, basicamente, o seguinte: no Design Responsivo, assim que o usuário muda o aparelho no qual está navegando, o site se ajusta automaticamente para o novo formato. É nada mais do que um projeto gráfico inteligente, de interfaces adaptáveis a cada dispositivo (tablet, notebook, desktop, smartphone).

A prática responsiva consiste, então, em um mix de grids e layouts flexíveis, imagens e no uso inteligente de CSS Media Queries. O termo é complicado? Vamos à explicação. De acordo com o Pop Up Design, podemos comparar os Media Queries com funcionários de uma galeria arte. Eles direcionam cada visitante para uma sala diferente, de acordo com o que cada um gosta mais de observar. São expressões de CSS (Cascading Style Sheets) utilizadas para mudar o layout em diferentes aparelhos sem alterar o conteúdo.

Motivos pelos quais você deveria se preocupar com o design responsivo

Agora você já está familiarizado com o conceito e pode estar se perguntando por que a utilização do design responsivo importa para o seu site, certo?

A resposta está na demanda. O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) divulgou neste ano os resultados da TIC Domicílios 2013, a pesquisa mais abrangente sobre o uso de computadores, internet e telefone celular no Brasil – segundo informa a coluna Tecneira, da Época Negócios. A pesquisa aponta que, em 2010, 4% da população brasileira utilizava smartphones para navegar em redes sociais e acessar e-mails. Em 2013, esse número passou para 31%!

Além disso, o Creative Market dá outras sete razões para usar o design responsivo:

1) Ele oferece uma melhor UX

A melhora da experiência do usuário é, provavelmente, o motivo mais óbvio pelo qual tornou-se imprescindível trazer o design responsivo para os sites.

2) Ele diminui o tempo necessário para ajustar seu site

Sem ele, você precisaria ter múltiplas versões do seu site: uma para cada dispositivo. E teria que fazer atualizações para cada uma delas. O design responsivo permite que as edições sejam feitas de uma só vez, para todos os formatos.

3) Ele permite que você saiba quem visitou sua página

Com múltiplas versões, é muito mais difícil calcular o número de clicks, pois os visitantes estarão divididos.

4) Ele ajuda a melhorar o SEO

Você sabia que o Google pode derrubar o ranqueamento do seu site caso encontre conteúdo duplicado em múltiplos lugares?

5) Ele ajuda a incorporar flexibilidade para o futuro

A tecnologia está sempre mudando. Com o design responsivo, você pode se planejar de maneira mais rápida, adaptando seu site sempre que novos dispositivos forem criados.

6) Ele faz com que você poupe dinheiro

Implantar o desgin responsivo pode ser caro no início, mas você não precisará ficar pagando alguém para manter e atualizar  múltiplas versões de apenas um site!

7) Ele traz benefícios pay-per-click

Com as Campanhas Avançadas, o Google Adwords passou a considerar o mesmo público-alvo: esteja o usuário em um tablet ou em um notebook. Ou seja, um site criado através de design responsivo pode usar a mesma landing page para qualquer aparelho, tornando mais fácil gerenciar os seus pay-per-clicks.

Gostou do post? Se ficou com alguma dúvida sobre o assunto ou quer compartilhar sua experiência com o design responsivo, comente!

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3 cases de marcas para você se inspirar

O ano está começando e nada melhor do que ver cases de outras marcas para se inspirar. Separamos três marcas que estão presentes no dia a dia de brasileiros e que conquistaram um lugar no coração e na mente de milhões de consumidores. São elas:

Natura

Poucas empresas brasileiras desenvolveram uma cultura corporativa tão forte quanto a fabricante de cosméticos. Em quase 50 anos de história, a empresa conseguiu construir uma imagem de respeito ao meio ambiente, aos fornecedores e aos colaboradores.  A rede de 1,5 milhão de vendedores fez da empresa a líder na venda de cosméticos no país, com faturamento de 8,5 bilhões de reais em 2012. E tem mais! A Natura está entre as 20 marcas mais valiosas do Brasil e da América Latina, segundo o ranking de 2014 da BrandZ.

A história da empresa começou em 1969, em São Paulo. Cinco anos depois, a Natura passou a operar pelo modelo de vendas diretas. Já em 1983, a marca começou a demonstrar preocupação com o consumo consciente e se tornou uma das primeiras fábricas de bens de consumo contínuo a comercializar produtos com recargas ou refil. Durante a  década de 90, buscou reorientar a carteira de produtos para linhas com base nos conceitos de biodiversidade. No ano de 1999, a Natura adquiriu a tecnologia na produção de produtos à base de plantas, focando sua estratégia de desenvolvimento em produtos baseados na biodiversidade brasileira. Até hoje, a Natura é sinônimo de Brasil e preservação da natureza.

Copag

Quem nunca jogou truco, buraco ou copas com as cartas da Copag? Os baralhos da marca são parte da vida dos brasileiros, seja na infância ou na idade adulta. Disso você provavelmente já sabia, mas e que o baralho da marca é utilizado pelos principais cassinos do mundo? E que a Copag foi fornecedora oficial, por dois anos consecutivos, dos baralhos utilizados na maior série de torneios de poker do mundo, a World Series Of Poker?

Após mais de 100 anos de sua fundação, em 1908, a Copag é o exemplo de que quando uma marca presta atenção em seu público e desenvolve uma relação mais profunda, além de provocar sentimentos e lembranças, não há tempo que a torne ultrapassada. A empresa começou importando baralhos europeus, iniciando sua linha de produção própria somente depois de dez anos. Na década de 70, a Copag recebeu o título internacional de “Melhor Baralho do Mundo”.

Em 2007, a empresa percebeu a expansão dos campeonatos de poker pelo mundo e fez uma pesquisa com os jogadores e dealers para descobrir que características os agradavam mais. Com base nas respostas, lançou o baralho “Texas Hold´em”, considerado por muitos o melhor para a prática da modalidade.

Coca-Cola

Em 1886, em uma pequena farmácia de Atlanta, surgia o refrigerante de cola que um dia seria o mais consumido do planeta. A história da marca é longa e já foi estudada por muitos pesquisadores e empresas que veem nela um modelo a ser seguido. Duzentos anos depois de sua fundação, a Coca-Cola conseguiu associar seus produtos a momentos mágicos e especiais na vida das pessoas. Quem nunca sonhou em ver a caravana de Natal da marca passando pela sua rua? Ou colecionou mini garrafinhas grafadas com o nome da empresa? Hoje, a organização tem aproximadamente 400 marcas presentes em mais de 200 países. A filosofia da marca é que em qualquer parte do mundo você seja capaz de encontrar uma garrafa do refrigerante e ter a mesma sensação da infância. A marca é completamente associada à memória e aos sentimentos das pessoas. Para cada região, há uma estratégia diferente, respeitando a diversidade dos consumidores e suas culturas e experiências.

A empresa investe em projetos sociais, ambientais, eventos esportivos, musicais e culturais. Além disso, transformou a forma de fazer publicidade. Existem diversas campanhas da marca que replicaram pela rede voluntariamente. Ou seja, as pessoas se sentiram tão conectadas que não se incomodam em reproduzir o discurso dela sem ganhar nada por isso. Pelo menos não financeiramente. Que empresa não gostaria que sua maior propaganda fosse feita pelos seus clientes?

Conhece outro caso interessante? Compartilhe com os leitores do blog!

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6 tendências de design que você viu em 2014

2014 foi um ano muito especial – pelo menos para o Design. Vimos conceitos sendo recriados e criados de forma belíssima. Muitas referências ao passado, muitas novas tendências e conceitos futurísticos. Enfim, é preciso ter um olhar atento a tudo o que foi oferecido e mostrado para nós com relação às tendências que o design vivenciou no ano que passou.

Para dar a você uma ampla visão de tudo aquilo que rolou, desenvolvemos uma lista com 6 tendências que o Design mostrou em 2014.

1 – Filtros

Com o crescente aumento da utilização dos dispositivos móveis tais como celulares e tablets, também cresceu a utilização de filtros em fotos. Os usuários e profissionais da fotografia utilizaram como nunca imagens com tratamento e efeitos. Segundo o site Shutterstock, a busca por fotos no “estilo Instagram” cresceu em 661% de 2013 para 2014.

2 – Minimalismo

As pessoas buscaram simplificar imagens, vídeos, mensagens e outros. Uma tendência que começou por volta de 2012 e tem crescido cada vez mais, as imagens e ícones minimalistas são fruto da busca pelo simples, claro e objetivo. Conceitos que tendem a fazer qualquer projeto dar certo.

3 – Uso de vídeos

Com o aperfeiçoamento da ferramenta de vídeo por parte da maior rede social do mundo, o Facebook, os usuários começaram a utilizar mais essa função e a compartilhar cada vez mais audiovisual em suas timelines. Um dos pensamentos para designers é adotar a escolha de peças e materiais que podem ser utilizados também na plataforma de vídeo.

4 – Design responsivo

Também segundo os dados publicados pelo site de busca de imagens Shutterstock, o termo cresceu esse ano em 477% nas buscas. Design responsivo é o conceito que diz respeito à adaptação de um mesmo site a múltiplas plataformas. É importante pensar que hoje existem diferentes meios de transmissão digital e que sites e aplicativos precisam se adequar a eles.

5 – Lens Flare

O reflexo das lentes nas fotos deixa de ser um erro ou um “acaso” e se torna proposital, dando sentido e tornando as imagens mais belas. É mais uma busca pela autenticidade no Design.

6 – Fontes manuscritas

Elas ganharam espaços em anúncios, nas redes sociais, em banners e outros, tornando-se mais populares que as fontes de formas geométricas. Isso mostra mais humanismo no Design. Mostra também que as pessoas querem tornam suas criações singulares, dando a elas características próprias.

Essas foram as tendências que identificamos e achamos importantes de serem ressaltadas. Pensou em mais alguma que não foi listada? Deixe seu comentário e nos ajude a fazer a retrospectiva do design do ano de 2014.

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Os elementos essenciais de um bom branding

Você sabe dizer o que torna uma marca forte? A resposta está ligada a uma pessoa importante, o consumidor. É através da experiência positiva dos clientes que a potência de um bom branding se revela. Segundo o The Guardian, essa experiência está em cada momento de interação entre marca e consumidor: em cada produto, plataforma, embalagem, uniforme, interface, informação, espaço, mensagem de celular ou, por exemplo, em cada um dos 140 caracteres que cabem nos posts do Twitter. 

Podemos, então, concluir que os elementos de uma marca devem buscar associações únicas com os clientes. Por isso, o blog Designerd listou algumas características imprescindíveis destes componentes. Eles devem ser: memoráveis, ricos em significado, apreciáveis, versáteis e originais.

Mas não apenas isso. Pensando mais a fundo na experiência do consumidor, preparamos uma lista inspirada no post “7 Essencial Elements of Brand Essence“, do Brand Focus, que apresenta sete princípios pelos quais uma marca deve prezar! Vamos lá?

1º Pensamento único

Determinação é a palavra de ordem aqui. A essência de sua marca deve ser firme, embasada em uma ideia que absorva o todo do conceito. Do contrário, faltará foco para entender onde você quer chegar.

2º Singularidade

Nós notamos o que é diferente – e não o que é igual. Concorda? Por isso, no coração de uma boa marca está o quanto ela se diferencia de seus concorrentes.

3º Valorização da experiência

A essência de uma marca precisa capturar aquilo que o cliente sente durante sua experiência com ela.

Lembra da afirmação que citamos do The Guardian no início do post? Ela vai além: marcas somente podem criar impressões positivas em seus clientes se são capazes de assegurar que esses momentos sejam consistentemente engajadores, surpreendentes, humanos e mutuamente benéficos. Isso está baseado em quatro critérios que devem ser seguidos:

Impressão

O cliente será atraído se gostar do que a marca tem a oferecer.

Interação

Se uma marca não reforça sua mensagem através de cada meio possível, está perdendo a chance de otimizar oportunidades que foram criadas pela impressão.

Capacidade de resposta

Aqui, entra o conceito de adaptabilidade: sua marca olha para o público de maneira pró-ativa e traz inovações que sirvam para suas necessidades ou se adaptem a novos estilos de vida?

Resiliência

Um elemento chave da resiliência é a transmissão de uma reputação de responsabilidade. Essa característica extrapolou as expectativas tradicionais de ser apenas sustentável, por exemplo – agora, manifesta-se como a integridade da organização.

4º Relevância

Sua essência deve ser relevante para o cliente. Notou o destaque? É para ressaltar que é o que importa para ele, não o que você pensa que pode importar.

5º Consistência

Deve estar presente em todo o processo: o caráter de uma marca precisa ser consistentemente representado através de todas as operações da empresa.

6º Autenticidade

A essência deve ser crível. Do contrário, a marca será rejeitada. O consumidor precisa acreditar que você pode entregar suas promessas.

7º Durabilidade

Por fim, a essência de uma marca não deve mudar. É questão de confiança. Logos vão e vem, a embalagem pode mudar, mas a essência fica.

E você? Lembrou de outro elemento importante para a construção de uma boa marca? Compartilhe com a gente nos comentários!

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Dicas para que o site da sua empresa seja, enfim, responsivo

Desenvolver recursos responsivos é cada vez mais uma alternativa à competitividade do mercado. Afinal, para a sobrevivência das empresas é fundamental atender à demanda crescente por conteúdo acessado a partir de qualquer tipo de dispositivo – tablets, smartphones, notebooks ou desktops, por exemplo. Só no Brasil, 43 milhões de pessoas acessam a internet a partir de seus celulares, de acordo com o DataFolha. Nesse contexto, o primeiro passo para agradar os consumidores e estar bem ranqueado nos buscadores é ajustar o formato do layout do site da sua marca.

É bem provável que você já esteve navegando pelo celular e, de repente, abriu um endereço pelo navegador que apareça todo “desconfigurado”, não é mesmo? Além de dificultar a usabilidade, sites não-responsivos espantam usuários. Ter de ficar aproximando ou virando a tela de um smartphone ou tablet a fim de encontrar um elemento não é nada agradável. Por isso, consumidores não pensam duas vezes antes de fechar a aba de endereços que ainda apresentam uma versão adapatada dos endereços para dispositivos móveis.

Outro benefício da responsividade dos layouts está relacionado ao SEO (Search Engine Optimization) da página. Endereços adaptados para serem visualizados em smartphones, por exemplo, são reconhecidos mais facilmente pelo Google e costumam constar entre as primeiras páginas de resultado de buscas. Esse, por si só, já é um argumento bastante válido para investir na customização das páginas, certo? Afinal, que empresa deseja ser “escondida” dos buscadores?

Antigamente, a conversão de um site exibido em telas de tamanhos diferentes era muito mais dificultada em razão das limitações de alguns navegadores como o Internet Explorer. Com o desuso do programa e a ascensão do Google Chrome, por exemplo, essa tarefa tornou-se muito mais simples. Porém, surgiram outros entraves, como a infinidade de tamanhos de telas – só os dispositivos mobile apresentam resolução que varia de 320×240 cm até 640×960 cm. Basta comparar o tamanho de um Samsung Galaxy S4 e de um iPhone 5S. Um site responsivo deve ser igualmente aberto nos dois dispositivos.

Para aumentar a acessibilidade de um site, elementos são redimensionados automaticamente. Em alguns casos, é necessário suprimir partes secundárias de um endereço para que outras mais importantes sejam colocadas em destaque e, então, não seja perdida a usabilidade. Há, ainda, possibilidade de itens serem agrupados e substituídos por outros. Uma situação que costuma acontecer com frequência é a substituição de um menu por uma caixa de seleção.

O pensamento que deve predominar nessa etapa de planejamento sobre o que deve ser migrado para a versão do site para celular é: o que é primordial? Quem está no celular procurando por sua empresa quer ter acesso a informações fundamentais e, principalmente, contatos. Também não se deve esquecer a adaptação das imagens para o mobile.

Quando é desenvolvida uma única plataforma a ser exibida a distintos gadgets, há economia de recursos e de tempo. Além disso, é aprimorada a experiência do usuário com a sua marca que, por sua vez, pode registrar aumento nas taxas de conversão.

E, você, já utiliza o design responsivo em suas páginas na internet? Já parou para pensar sobre o investimento? Compartilhe sua opinião abaixo e não deixe de acompanhar nosso blog!

Propagandas: do excesso de texto ao visual clean

Propagandas: do excesso de texto ao visual clean

Olá amantes do design! Neste post trataremos de um assunto bem interessante: a evolução da publicidade e do design. Já reparou como ultimamente a maioria o design de propagandas está mais clean? Quase sempre é algo simples, sofisticado e minimalista, que nada se parece com aquelas campanhas antigas nas quais os layouts mostravam fotos clássicas com bastante texto em volta… Vamos saber o porquê disso!

A imprensa e a tipografia

O design gráfico, apesar de ser uma profissão antiga, expandiu-se mesmo através dos meios digitais, mais precisamente no século XXI. Porém, antes da era digital servir como instrumento básico para as agências, a tipografia era um dos principais recursos de criação. Para quem não sabe, tipografia é um processo em que se utiliza o texto, físico ou digital, como forma de composição artística.

A partir da invenção da imprensa, a tipografia passou a ser muito usada nos meios impressos. Era uma “forma moderna” na época de passar uma mensagem especifica com o uso, até mesmo excessivo, de fontes textuais. Enquanto a publicidade evoluía, a tipografia ganhava força, mantendo-se presente na maioria das campanhas. Com o tempo, incorporou-se a fotografia no processo.

Fotografia e redação

Notamos nas propagandas antigas, principalmente, nas criadas no período da década de 50 a 80, uma mescla peculiar de tipografia e fotografia. Vale ressaltar que a redação era também um instrumento muito usado na publicidade nos meios impressos. Na época era necessário expor releases extensos sobre o produto anunciado. O que explica isso é o fato da comunicação não ser tão ligeira como hoje.

As pessoas tinham maior acesso à informação através de periódicos lidos como revistas, jornais, catálogos etc. Portanto, era necessário expor ao consumidor o máximo de detalhes de uma só vez. Tínhamos então o trio dos layouts: gravuras (fotografias ou desenhos publicitários feitos à mão), a tipografia (representação gráficas das letras, estilos de fontes) e a redação propriamente dita, com seus textos extensos (diversos slogans, muitas chamadas e o máximo de informações).

A revolução digital e o conceito de clean

Com a revolução digital, a propaganda passou a ser composta de outra forma, por conta das ferramentas computadorizadas que oferecem mais recursos aos profissionais de criação. Ao mesmo tempo, passamos a ter consumidores cada vez mais exigentes devido à mudança de hábitos como reflexo da globalização. Esse rigor faz com que os designers procurem inovar cada vez mais com propagandas criativas e sofisticadas.

O conceito de clean vai de encontro a isso, prevalecendo um visual mais “vazio”, mas não menos informativo. Só que a ideia agora é fazer com que a mensagem seja passada de forma mais essencial, sem muitos rodeios ou floreios. Ou seja, no visual, explica-se o que é tangível de forma intangível.

O design clean resume-se numa apresentação visual sem muitos ornamentos, com pouca interferência, somente com o necessário. Isso no mundo de hoje é encarado como uma forma mais fácil de entendimento conceitual. Sem contar que muito texto não funciona mais, pois o acesso dinâmico a informação não permite “perder” tempo com muita leitura! Muitas empresas já vêm se adaptando a essa “revolução clean”, inserindo a marca de seus produtos em diversos canais, passando a mensagem de forma indireta, deixando que a marca fale por si só.

O que você acha dessa evolução? Deixe um comentário!

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Logo, logotipo e logomarca: entenda de uma vez por todas as diferenças

Quando uma pessoa ou empresa resolvem criar uma marca (principal elemento de identidade visual) para um produto ou serviço comercializado, é comum que a equipe de designers surja com uma série de nomenclaturas durante a reunião de planejamento. Afinal, é necessário definir muitos aspectos – símbolos, cores, fontes a serem utilizadas etc. Três desses nomes costumam causar bastante confusão entre leigos: logo, logotipo e logomarca – principalmente porque se tratam de elementos que “conversam” entre si na composição de uma marca. Para esclecermos de uma vez por todas as definições e aplicações de cada um desses nomes é que produzimos o post de hoje.

Para início de conversa, é fundamental que se recorra à etimologia das palavras. O prefixo “logo” vem do idioma grego (logos) e significa “palavra”. Trata-se de um elemento reconhecível do design gráfico, utilizado internacionamente. Geralmente, inclui um nome, símbolo ou marca que represente uma organização ou um produto. Dessa forma, quando a nomenclatura logo é utilizada com o mesmo sentido de “marca”, tem-se um pleonasmo (figura de linguagem que determina repetição).

Ainda não ficou muito claro, não é mesmo? Então, vamos por partes para definir logo, logotipo e logomarca!

Logomarca

Após o prefixo que já conceituamos acima, o sufixo “marca” é derivado da língua germânica. Markas, nesse contexto, é o mesmo que “significado”. É o termo que remete à criação de um símbolo que irá representar uma empresa, por exemplo. As palavras Walt Disney escritas daquele jeito que faz você lembrar dos personagens Minnie e Mickey são comumente associadas à logomarca exclusiva – e registrada – da magia dos parques temáticos dos Estados Unidos.

Contudo, há um erro nessa definição. Explicamos: logomarca é uma nomenclatura utilizada somente no Brasil para designar a marca de um produto, empresa, pessoa ou serviço. Por esse motivo, muitas empresas de comunicação preferem não utilizar tal termo a fim de não confundir e, principalmente, não disseminar um neologismo sem sentido. Vamos, agora, à definição do termo correto:

Logotipo

Sabendo que typos significa “figura”, é possível afirmar que logotipo é o símbolo visível de um conceito. Trata-se de uma nomenclatura utilizada internacionalmente. O logotipo é composto por símbolo e tipografia (a fonte da letra, em termos leigos) que representam graficamente um conceito – dando, portanto, significado ao logotipo. A junção de símbolo e logotipo compõe a marca. Para exemplificar esse contexto, é possível afirmar que a maçã da Apple, sozinha, não compõe a marca da empresa, mas é capaz de expressar a natureza inovadora da gigante norte-americana e, principalmente, de ser reconhecida automaticamente pelo arranjo desenvolvido.

A concepção do logotipo acontece a partir de conhecimentos de Design Gráfico, segmento de atuação, público-alvo, além de objetivos traçados para a marca. Logotipo também é o nome fantasia de uma empresa, que pode ser registrado a partir de órgãos como o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Para confundir ainda mais, o INPI trata esse registro como de marca – e não de logotipo, como é o correto.

Qual é a sua opinião sobre logo, logotipo e logomarca? Concorda que o importante é proporcionar uma boa experiência aos usuários? Compartilhe seu relato e dúvidas abaixo pelos comentários.

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O que esperar do design em 2015?

O que o futuro reserva para o design? Cores quentes, frias, design “flat” ou “skeumórfico”? Primeiramente, saiba que design não é moda, e sim comunicação. O design tem sido usado ao longo de anos como uma ferramenta visual eficaz para entregar uma mensagem. Essa mensagem varia de acordo com o público receptor e o que ele deseja da sua marca, ou seja, cada necessidade diferente demanda uma solução visual distinta e única. Não estamos dizendo que tendências não servem para nada ou não podem ser seguidas, mas se você está buscando entregar uma mensagem mais atemporal, melhor não entrar “na onda do momento”.

A primeira dica é projetar para o cliente e não para você ou de acordo com o que você considera “hype”. Lembre-se que o projeto deve ser pensado para agradar e impressionar os consumidores do seu cliente e não a você ou aos seus pares. Uma particularidade do design é fazer parte da estratégia de comunicação de uma organização, dizendo algo a alguém. Caso suas peças não consigam transmitir mensagens relevantes para um público, repense suas atitudes e referências pois elas certamente estão mais próximas do campo da arte do que do design. Mas design não é arte? Não. A arte nunca teve o dever de falar a ninguém, a não ser representar os pensamentos e vontades do próprio artista. Você põe um jingle no mesmo patamar que uma música popular? Compara a obra “A Persistência da Memória”, de Dalí, a um logotipo? Provavelmente não.

Outro aspecto a se levar em consideração para 2015 é o limite. Algumas pessoas acabam estudando tendências passadas e esquecem que certas características estavam mais ligadas a limitações tecnológicas da época do que à linha criativa daquele momento. Até as cores eram problemas no passado, pois algumas delas não podiam ser impressas ou resultavam em peças completamente desconexas com o projeto original. Esses limites precisaram ser ultrapassados para que o design evoluísse. A lição a ser tirada disso? Às vezes é melhor propor certos limites para si que estimulem soluções mais criativas do que achar que tudo é permitido.

E se o design fosse baseado mais em princípios que em tendências? Considere os valores que a marca julga importante como base do seu projeto! Valores e princípios são muito mais consistentes e duram muito mais que coisas que estão na moda. Peças mais fortes são mais resilientes ao tempo e a intempéries econômicas. Agora, se você descobrir que o valor mais importante para uma empresa é ser trendsetter, estude as novidades e tendências para o futuro. Ou melhor ainda: inove e tente criá-las você mesmo.

Enfim, se você é designer já deve ter percebido que comunicar não é simples. Há ruídos, anseios do cliente, desejos do consumidor, espaço e épocas diferentes entre tantas outras peculiaridades. Tudo depende da mensagem a ser transmitida, do receptor, do espaço de tempo e geográfico, da cultura vigente e por aí vai… A dica aqui é não reduzir tantas variáveis a um catálogo de tendências. Toda escolha no design deve ter uma explicação plausível, baseada em dados e fatos consistentes.

E você? O que espera para o design em 2015? Deixe seu comentário.

Aprimore sua criatividade no trabalho e valorize-se profissionalmente

Aprimore sua criatividade no trabalho e valorize-se profissionalmente

O profissional criativo, que busca propostas e soluções inovadoras, tem sido cada vais valorizado nas empresas. A criatividade nos torna valiosos profissionalmente, nos ajuda no dia-a-dia do trabalho. Quando somos criativos, mais eficiente somos, alcançado o resultado que desejamos com maior agilidade e facilidade. Isso torna nossas tarefas mais prazerosas e nos motiva.

O melhor de tudo é que a criatividade, diferentemente do que muitos pensam, não é algo que nasceu com a gente. Ela pode ser desenvolvida, incentivada e aperfeiçoada. E muito disso depende da postura que adotamos no ambiente de trabalho.

A forma em que uma ideia surge e a aplicamos chamamos de processo criativo. Entendendo como esse processo funciona e seguindo algumas dicas é possível aprimorar nossa criatividade. Veja:

Fundamentos do processo criativo

Atenção, Fuga e Movimento. Estes são os três princípios básicos do processo criativo. Através destes fundamentos é que a maioria dos estudiosos acredita como funciona a criatividade.

Na Atenção, nós nos concentramos no problema ou em uma oportunidade. Ao focarmos nossos pensamentos, compreendemos melhor a situação, suas semelhanças ou diferenças com outros problemas já enfrentados, seus detalhes e eventuais motivos. Através dessa concentração, nossa mente é preparada para viajar, ir além da realidade, e buscar possibilidades que normalmente não percebemos.

A etapa seguinte é a Fuga. Já estamos concentrados, já preparamos nossa mente. Então é hora escapar dos nossos pensamentos convencionais. Nossos hábitos fazem com que sigamos sempre a mesma tendência para resolver um problema. Nessa etapa do processo criativo, o objetivo é fugir dessa tendência, buscar alternativas que normalmente não escolheríamos.

No Movimento, aí é quanto nós ‘saímos da casinha’. Após ultrapassarmos nossos bloqueios mentais e fugimos do pensamento convencional, damos asas à imaginação, continuando a exploração de novas ideias, fazendo combinações, conexões improváveis e analogias, sem deixar de lado a nossa meta.

Desse modo, chegamos a uma solução criativa, uma forma inovadora de propor soluções.

Criatividade no ambiente de trabalho

No nosso ambiente de trabalho, ser criativo faz diferença. Através da criatividade, encontramos soluções mais eficientes e nos mantemos motivados para executar nossas tarefas. Há algumas dicas para tornar nosso cotidiano profissional mais criativo.

- Pensamento livre

Pensar livremente é dos meios para novas descobertas. Em certos momentos, buscamos uma boa ideia, mas nada surge, por mais QUE espremamos nossa cabeça. A saída é dar um tempo, se desligar temporariamente. Assim, o problema que enfrentamos será abordado sob novo aspecto, menos racional.

- Mais espaço para o absurdo

Algumas vezes, quando temos uma ideia, pensamos que estamos ‘viajando na batatinha’. Mas pode ser que não. Certas soluções podem ser absurdas no início, mas são uma base para que algo mais concreto tome corpo.

- Diga “oi” para as novidades

Não tenha medo de coisas novas. Em todos os sentidos. Vale fazer novos amigos, principalmente com pessoas de outras áreas, ouvir músicas, ver filmes ou ler livros de gêneros variados. A proposta é desbravar o desconhecido, ‘ir onde nenhum homem jamais esteve’.

- Dormir bem

Não, não é para sermos preguiçosos. Mas nós sabemos que muitos profissionais costumam perder horas de sono, trabalhando até tarde da noite para entregar um projeto. O sono, porém, é muito importante para o desenvolvimento do processo criativo. Quando dormimos, durante a fase dos sonhos, é quando a área do cérebro responsável pela criatividade é mais estimulada.

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Os logotipos mais criativos de todos os tempos

O que é preciso para que um logotipo chame sua atenção? No mínimo, que seja marcante, inteligente e bonito, além de mostrar os principais valores da marca que está representando. A palavra chave para se destacar nos dias de hoje é criatividade. Através de uma mente criativa, trabalho duro e muito rascunho que as principais artes são criadas. Buscar referências em trabalhos existentes também é válido e ajuda a dar asas à imaginação. 

O logotipo é o ponto de entrada da empresa, a primeira impressão, e como diz o ditado, é a que fica. Ele é a representação digital da marca e demonstra sua linha de atuação e as características principais de que dispõe. O segredo está na diferenciação e na relação com o produto oferecido.

Que tal dar uma olhada em logotipos diferentes, porém muito criativos, que chamam a atenção de qualquer observador?

1. Lion Bird

A empresa Lion Bird apostou em um logotipo diferenciado, que visa a mostrar a força do negócio. Utiliza a técnica do significado duplo no desenho: quando você olha fixamente para os pés da ave, vê o rosto de um leão. Uma sacada muito interessante, pois além de dar originalidade ao logo, está relacionada ao nome da marca.

2. Fish

A marca Fish buscou destaque no logotipo ao representar seu nome desenhado formando um peixe. Além de bonito, é uma forma bem ilustrativa de se gravar o nome da marca de maneira simples, mas muito marcante, demonstrando que muitas vezes menos é mais.

3. Eveva

A Eveva optou por um ambigrama como sua representação gráfica. Outra técnica simples, mas muito legal para deixar um logotipo mais original. Significa que se você “girar” a imagem, ou tentar ler a palavra “Eveva” de cabeça para baixo, ela continuará exatamente igual.

4. Spartan

O Clube de Golf Spartan abusou na criatividade na criação de seu logotipo. Mas um com significado oculto, que representa um homem espartano, fazendo referência ao nome do clube, ou, olhado sob outra perspectiva, um homem jogando golf, segurando um taco, pronto para realizar sua tacada, fazendo referência ao esporte que o clube oferece.

5. GreenLabs

Já a empresa GreenLabs relacionou o serviços oferecidos com sua proposta ambiental em seu logotipo, de forma muito bem pensada. Sem grandes truques ou efeitos de imagem, criou a representação de uma árvore com suas folhas formando um cérebro.

É fato que muitas das grandes instituições de destaque, que se consolidaram no mercado e se tornaram referência em seus produtos, o fizeram através de investimento em publicidade e autenticidade de imagem. Como podemos perceber, um logotipo diferenciado chama a atenção do observador e garante a exclusividade da marca. Traz credibilidade, estilo e diz muito sobre a essência da empresa, podendo ser o ponto decisivo para conseguir ou não um novo cliente. Então, vale lembrar, criatividade é a alma do negócio!