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6 dicas para fazer uma boa capa no Facebook

Muitas vezes, a capa da página no Facebook é o primeiro contato do cliente em potencial com a identidade visual da sua empresa. Por isso, é muito importante que ela seja uma tradução fiel do DNA da marca e que transmita o máximo de credibilidade. Com o aumento da concorrência, já não é possível ter sucesso no mundo online sem pensar nessas questões.

De acordo com um levantamento da 99designs, 95% das empresas que têm capas personalizadas no Facebook acreditam que o design é um elemento importante para o seu sucesso. Nada menos que 79% das marcas que reformularam o visual das suas fanpages perceberam um aumento no engajamento e 78% viram um aumento no número de curtidas.

Se você tem vontade de criar uma nova capa ou reforçar a sua identidade visual no Facebook, confira algumas dicas e comece a transformação hoje mesmo!

1 – Siga as regras do Facebook

Antes de partir para a ação, é importante que você leia ou revise os termos de uso do Facebook. Entre outras restrições, a rede social não permite que seus usuários utilizem mais do que 20% da área da imagem para textos, divulguem preços de produtos e serviços ou convidem os usuários à ação por meio de verbos no imperativo. Portanto, todo cuidado é pouco!

2 – Atente-se para as dimensões

Atualmente, as dimensões das capas para o Facebook são de 851 pixels de largura por 315 de altura. Isto significa que você tem espaço suficiente para exibir a identidade da sua marca e atrair os usuários. Produza imagens sempre com esses tamanhos para que nenhuma informação importante seja deixada de fora e para que a peça não seja distorcida.  

3 – Capriche na qualidade

Para que as suas peças chamem a atenção e cativem os usuários, é importante que você preze pela qualidade. Por isso, nunca deixe os princípios básicos do design (alinhamento, proximidade, contraste e repetição) de lado na hora da criação e sempre salve os seus arquivos em bons formatos.

4 – Adapte para o mobile

Lembre-se de que o tamanho da capa pode variar de acordo com o dispositivo móvel do usuário ou a versão do aplicativo do Facebook utilizada por ele e teste a sua imagem ao máximo antes de fazer o upload dela na sua fanpage. Você não quer que a informação mais importante a respeito da sua nova promoção deixe de aparecer, não é mesmo?

5 – Não se esqueça da imagem de perfil

Os princípios básicos do design também não devem ser deixados de lado na hora de coordenar a sua nova capa com a imagem escolhida para ser utilizada como foto de perfil. Sempre que possível, faça com que elas conversem entre si. Nesse quesito, o limite é a sua criatividade e os resultados podem ser simplesmente incríveis!

6 – Mude a sua capa com frequência

Provavelmente, a sua empresa deve ter um calendário editorial para os conteúdos publicados no blog e nas redes sociais. Na medida do possível, tente aproveitá-lo para as atualizações da sua capa. Datas como Natal, Ano Novo, Carnaval, Dia das Mães e Dia dos Namorados, por exemplo, são ótimas oportunidades para surpreender os seus clientes.

E então, gostou das nossas dicas? Quais delas você pretende aplicar? Conte para a gente nos comentários!

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O design nas redes socias

Com o desenvolvimento das mídias sociais, a internet criou a oportunidade de desenvolver um relacionamento quase instantâneo com os seus clientes. A comunicação se tornou mais dinâmica e interativa. É possível acessar dúvidas e comentários na mesma hora que são feitos, em plataformas como o Twitter, o Facebook e o Tumblr.

Para que a presença da sua empresa na rede tenha um efeito positivo, vale a pena recorrer a uma equipe diversificada. A escolha das informações a serem divulgadas e o desenvolvimento desse conteúdo são bastante significativas, porém, isso não exclui a importância do aspecto visual. Pelo contrário! O conteúdo divulgado nas redes sociais deve ser mais sucinto, recebendo uma abordagem simplificada. Às vezes, um infográfico bem construído pode ser mais interessante que um parágrafo de texto, por exemplo.

Design gráfico enquanto estratégia de comunicação

Nas redes sociais, a apresentação é tão importante quanto a informação em si. O design se torna, portanto, uma ferramenta da própria estratégia de comunicação. Além de organizar a maneira como as informações são exibidas, um design inteligente e criativo é indispensável para estabelecer definitivamente a sua marca no universo da web. 

Criação de uma identidade visual

O volume de perfis comerciais na web é enorme. Sem aspectos visuais bem definidos e atrativos, a sua marca acaba se tornando apenas mais uma entre muitas. Estabelecer uma identidade é o primeiro passo para diferenciar a sua empresa das outras. Dessa forma, você consegue promover o reconhecimento e a identificação por parte do seu público.

A identidade de uma marca na web pode ser observada pela estrutura visual do seu perfil e das suas publicações. Consideramos aqui aspectos como as cores utilizadas, o tipo de imagem e até a tipografia.

Acessando a página da KitKat no Facebook, é possível observar que o vermelho característico da marca está presente de forma maciça entre as postagens. Além disso, a logo é sempre incluída nas publicações  – seja através da embalagem, do próprio chocolate ou apenas do símbolo da KitKat. É importante que a marca apareça no conteúdo divulgado, ainda que em pequenos detalhes, como uma assinatura discreta.

Outro exemplo são as páginas da Coca-Cola em diversas redes sociais. A garrafa tão característica da empresa está sempre presente, tanto na montagem do perfil quanto nas publicações. É possível reconhecê-la nas fotos e também em sua forma icônica, mais simples.

Visual atrativo

A apresentação visual pode ser o fator decisivo para tornar o mesmo conteúdo interessante e atrativo ou chato e entediante. A utilização correta do design gráfico na sua página vai despertar a curiosidade do público, estimulando a sua participação. É ele quem cria um ambiente convidativo e familiar para os seus clientes.

O ideal é que o seu perfil nas redes sociais transmita uma mensagem mais criativa do que técnica. Fuja daquele o ultrapassado combo “imagem e texto”, que já se tornou cansativo para os usuários. Uma alternativa é utilizar infográficos e fotografias criativas para promover a sua marca, deixando de lado o texto comercial, que soa repetitivo e pouco espontâneo.

O designer é o profissional ideal para determinar a utilização desses recursos. Ele sabe melhor do que ninguém como quebrar o padrão e apresentar uma ideia criativa, sem perder as características próprias da sua marca.

Como sua marca utiliza o design nas redes sociais? Conte para a gente através dos comentários!

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Afinal, como é um bom briefing de design?

Se traduzirmos literalmente o termo briefing do inglês, teremos: INSTRUÇÕES. Sendo assim, o que mais precisaríamos para entender o que o cliente deseja com um projeto de design? O grande problema é que muitos designers se pegam em situações de retrabalho de projetos nas quais a solução poderia ter sido encontrado se uma simples pergunta a mais constasse no briefing.

Quando se trabalha com um briefing claro, conciso, em que todas as questões fundamentais são respondidas, tudo fica mais fácil. Desde definir um valor justo até aumentar a probabilidade do resultado do projeto ser muito bem sucedido.

Na hora de elaborar um bom briefing para entender o que um cliente deseja, não se deve hesitar em fazer qualquer pergunta. Sim, existe a possibilidade de o cliente não entender a importância das suas questões. Por isso, é importante educá-lo, explicando que isso faz parte do processo de design. Esse interesse transmite segurança e profissionalismo.

Reunimos aqui algumas questões fundamentais que irão servir para que você possa elaborar um bom briefing de design e ter muito sucesso nos seus projetos.

1 – Qual o objetivo da empresa?

Já sabemos: design é forma e função. Para que essas duas premissas funcionem, você deve saber qual é o problema que o cliente pretende resolver com o seu trabalho. Por isso, é indispensável descobrir o objetivo da empresa. Isso fará com que você compreenda com clareza todo o cenário.

2 – Como vamos alcançar este objetivo?

Aqui, você precisa ouvir o cliente para saber como ele pensa que seu projeto de design pode impactar neste objetivo. Esta etapa é fundamental para alinhar expectativas.

3 – Quem será impactado com o projeto?

Simples: é o público-alvo. Neste momento, não economize. Descubra o que puder para definir quem são aqueles para os quais seu projeto servirá. Classe social, idade, sexo, comportamento, grau de instrução, estado civil, poder aquisitivo. Estes dados servirão para você basear todo o seu projeto.

4 – Que comportamento esperamos do público-alvo?

O cliente espera uma mudança de comportamento alcançada por seu projeto de design. Qual?

5 – Que prova racional podemos oferecer para ajudar o público-alvo a ter este comportamento?

Digamos que o seu cliente é uma cafeteria, que colocou novos sofás para os clientes e a mudança de comportamento esperada do público-alvo é que eles passem a sentar nos novos sofás. O projeto de design que ele encomendou a você comunica isto, mas se os sofás não estiverem à vista, ou não forem realmente confortáveis, só o seu projeto de design não ajudará o públco-alvo a ter o novo comportamento de se sentar, sentindo-se convidados. 

Por isso é importante ter esta prova racional que embasa o que o seu projeto de design comunica. É uma prova racional de desejo de mudança de comportamento.

6 – Como queremos que as pessoas se sintam ao serem impactados pelo projeto?

Que emoção o cliente deseja que seja criada? Admiração, surpresa, alegria, tristeza, empolgação?

7 – Quais materiais há para sua referência?

Se o seu cliente possui materias gráficos/visuais que servirão de base para o seu trabalho de design, eles devem ser fornecidos. Se ele não possui, este é um bom momento para questionar o que seu cliente deseja em termos de estilo. Não hesite: peça para ele apontar marcas, fotos, ilustrações e o que gosta em termos de design. Isto é valioso para perceber seus gostos.

8 – Qual a verba total alocada para este projeto?

Este área costuma ser espinhosa, pois nem todo cliente gosta de expor quanto ele pode investir em um projeto. Não há mal algum nesta pergunta, no entanto. É importantíssimo saber quanto ele pode investir, pois isto signifca saber quais são suas limitações e, consequentemente, as possíveis soluções. Se necessário, explique como esta informação impacta no resultado. E mais: notando incompatibilidade entre o que ele deseja e o valor disponível, é um bom momento para informar ao cliente.

9 – Qual o prazo para o projeto?

Prazo também é um item que pode e deve influenciar no orçamento. Você sabe o tempo necessário para terminar um projeto. Por isso, quanto mais curto o prazo em relação ao seu tempo médio, mais você deve cobrar. Entenda sua necessidade de entrega para poder chegar ao melhor valor.

10 – Como seu trabalho será avaliado?

Que métricas serão usadas para indicar se o trabalho obteve sucesso?

Lembre-se: um bom briefing é importante para as duas partes — você e seu cliente. Preocupe-se em obter as melhores respostas e em organizar a informação o mais objetivamente possível, e seu projeto tem tudo para ter ótimo resultado!

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Você sabe como surgiram as embalagens?

Você arriscaria dizer em que ano surgiram as primeiras embalagens? Revolução Industrial, ano 1200 ou 2200 a.C.? Acertou se pensou na última opção. Há registros arqueológicos que mostram as primeiras embalagens da humanidade com materiais naturais disponíveis na época, como couro, folhas e fibras vegetais. Naquela época, a possibilidade de carregar alimentos e caça aumentou a duração das caçadas e permitiu ir cada vez mais longe do local em que se vivia para buscar alimento.

É por isso que podemos dizer que as embalagens surgiram nos primórdios da civilização humana, já que desde sempre os humanos precisaram de algo para armazenar, conservar e transportar o alimento por mais tempo. No livro “Embalagem: Arte e Técnica de um Povo”, a autora Dalva Soares Bolognini conta que “à medida que o homem foi se especializando e tornando-se caçador, pastor, plantador de sementes, pescador, guerreiro”, a necessidade de criar embalagens foi aumentando.

Evolução histórica das embalagens

Obviamente, a evolução das embalagens está diretamente ligada ao desenvolvimento tecnológico e à descoberta de novos materiais, como o vidro (descoberto pelos fenícios em 2000 a.C.). Outro marco importante na história das embalagens foi a Revolução Industrial, no século XVIII. Nesse período, a velocidade de circulação dos produtos acabou exigindo das indústrias mais proteção no transporte e distribuição. Mais um ponto para as embalagens!

No Brasil, tudo começou depois da vinda da família real, em 1808. Abertura dos portos às nações amigas e permissão para fábricas e manufaturas se instalarem foram grandes motivos para o desenvolvimento de embalagens nacionais, que durante alguns anos tiveram finalidade apenas de transporte e armazenagem. Imagina que até o início do século XX os rótulos não tinham sequer o nome do produto, ou seja, o aspecto visual era meramente estético.

Dimensão mercadológica das embalagens

A dimensão mercadológica do produto começou após as empresas descobrirem o conceito de marca agregado ao produto. Isso teve início com a criação do sistema de autosserviço. Como parte da escolha por mercadorias passou a ser feita nos pontos de venda, as empresas passaram a buscar meios de consolidar sua marca e se destacar dos concorrentes. Essas novas técnicas de comunicação que até hoje influenciam a escolha do consumidor por um produto ou outro foram testadas por marcas pioneiras e hoje consolidadas como Coca-Cola, Gillete, Johnson & Johnson e Nestlé.

Foi a partir dessa época que as embalagens ganharam a tarefa de informar, identificar e promover produtos e marcas. Isso significa que o grande responsável pela evolução do design estrutural e gráfico da embalagem foi o setor de autosserviço. No caso brasileiro, especificamente os supermercados. Organizações atentas às necessidades dos consumidores e evolução do trade marketing sabem que é na prateleira do supermercado que os produtos disputam a atenção do consumidor. Em suma, a embalagem se tornou uma vendedora silenciosa e eficaz.

Você sabe de outras curiosidades sobre as embalagens? Compartilhe na área de comentários!

Brandbook: por que minha marca precisa de um?

Antes de falarmos em brandbook, vamos lembrar um conceito fundamental de marca: a imagem de todas as empresas – e aqui vale a pena generalizar – deverá ser condizente com a forma com que ela se relaciona e conversa com seu público. Sempre. Para o CEO da Starbucks, Howard Schultz, “uma marca tem de parecer um amigo”. Esse conceito de aproximar o público dando identidade e singularidade a uma marca não é recente, mas ainda é responsável pelo sucesso de muitas empresas. Como as marcas têm história, cultura e jeito de se comunicar com o consumidor próprios, a empresa que deseja se destacar no mercado precisa materializar esses fatores em um brandbook.

Mas o que é exatamente um brandbook? Imagine um livro que contenha a essência da sua marca, suas crenças e seus valores, o modo como sua empresa quer comunicar aos consumidores. Esse material pode ser chamado de brandbook e é basicamente a síntese da estratégia e gestão de marca. No livro, estão compilados os discursos da marca com o mercado, ou seja, a mensagem que será transmitida ao mercado tem que ser, necessariamnte, coerente com a identidade corporativa, valores, visão, posicionamento e promessa de valor. Jamais produza um brandbook que não represente exatamente a sua marca.

Por que minha marca precisa de um brandbook? Se sua empresa pretende construir uma boa reputação corporativa, atrair consumidores por meio da comunicação e criar um elo emocional entre marca e consumidor, está na hora de começar seu manual. Antes disso, lembre-se que o brandbook mostra a evolução da marca, valores e essência, e é apenas uma peça – embora extremamente fundamental – na apresentação da identidade visual da marca. Por isso, não confunda brandbook com manual de identidade. O manual contém aspectos técnicos da marca, como construção e aplicações. Ao contrário disso, o brandbook mostra aspectos mais subjetivos e sentimentais, o que não impede torná-lo mais completo inserindo algumas partes técnicas.

Listamos uma série de motivos para sua marca começar a pensar em um brandbook desde já. São eles:

  • Aumentar e mostrar a importância de ligações entre a empresa e seu público-alvo

  • Institucionalizar a origem da marca

  • Apresentar a marca da forma mais objetiva e fácil

  • Retratar os valores da identidade visual

  • Auxiliar na criação e evolução de uma cultura organizacional

  • Tornar o entendimento mais fácil dos valores da empresa por meio da identidade visual, para os colaboradores, parceiros e consumidores 

  • Demonstrar a importância da logomarca para transmissão da identidade da empresa

Você imagina outro motivo para criar um brandbook para uma organização? Compartilhe sua ideia na área de comentários!

 

Por que a tipografia importa?

No mundo da publicidade, onde um olhar passageiro pode ser o máximo de atenção que uma marca vai conquistar, o esforço para ser notado precisa ser grande. O consumidor deve entender a mensagem que sua marca está tentando passar. Se o texto é muito pequeno para ser lido ou tem pouco espaçamento (ou seja, pouca ou nenhuma legibilidade), seu produto não terá uma segunda chance. Além da leitura, a tipografia é importante porque pode ser usada para transmitir um humor, autoridade ou sentimento específico. Ela faz as pessoas entenderem a sua marca e reagirem a ela de maneiras distintas.

Em um de seus artigos, George Everet diz que o design gráfico é tipografia, deriva da tipografia e não pode existir sem ela. Ou seja, design e tipografia coexistem e não podem ser pensados separadamente. Um estudo realizado na Universidade de Ciências Aplicadas de Berlim descobriu que a distância na qual um texto pode ser lido em um outdoor na estrada varia em até 15% – isso com mudanças mínimas na escolha da fonte. Imagine a perda de 15% da audiência por causa do tamanho da fonte da propaganda? Esta pode ser a diferença entre uma campanha de sucesso e uma que fracesse totalmente.

Há uma série de outros critérios, tanto subjetivos quanto mais objetivos: desde o tipo da fonte e família até a cor. O estilo de uma fonte pode comunicar valores da marca antes mesmo que uma pessoa termine de ler o anúncio. Por causa disso, sempre se pergunte se a tipografia está de acordo com a mensagem que sua empresa quer passar ao público.

Mas engana-se quem pensa que a tipografia serve apenas como elemento para transmitir informações. Muito pelo contrário! Ela tem seu valor da mesma forma que uma marca faz parte da identidade de uma instituição. A tipografia contém um universo simbólico que reflete determinados períodos, culturas e público-alvo. A Coca-Cola, por exemplo, conseguiu o que nem todos conseguem: associar uma fonte diretamente a ela. Mesmo que se escreva outra palavra com a fonte da marca, é quase impossível não associar ao refrigerante.

Logos, materiais gráficos, websites: em tudo há a presença da tipografia. Os tipos e suas formas acabam construindo um cenário das marcas no imaginário e na memória dos consumidores. Por causa disso, a escolha das fontes tipográficas deve estar adequada ao conceito da marca, aos produtos ou serviços, e claro, buscar a originalidade. O mais importante é que todos os elementos estejam alinhados com a mesma mensagem e que possam transmiti-la da maneira mais clara e visualmente agradável possíveis.

De olho no poder da tipografia, empresas investem em novas fontes e estilos, em uma busca constante por tipos que se aproximem mais da marca e que possam transmitir determinadas sensações e causar o impacto desejado. As empresas que entenderam que a forma faz parte da mensagem tanto quanto o próprio conteúdo estão alguns passos na frente daquelas que ainda insistem em velhos hábitos. Como dissemos no início do texto, em um mercado cada vez mais competitivo no qual o público tem menos tempo para gastar com propagandas, pequenos detalhes podem ser a diferença entre conquistar a atenção do consumidor ou empurrá-lo para o concorrente.

Entendeu por que a tipografia importa? Deixe um comentário.

Os principais elementos da tipografia

A tipografia é um aspecto muito importante para o design, principalmente quando se fala na criação de uma identidade visual. Ela consiste na arte do processo de criação e composição de um texto através da escolha da caligrafia utilizada. Seu objetivo principal é dar estrutura à comunicação e sua base está na seleção de tipos de letra, no comprimento e espaçamentos das linhas, bem como no ajuste do espaço entre grupos e pares de letras.

Origem e aplicação

Ela vem das palavras gregas “typo”, que significa forma, e “graphein”, que representa a escrita. Dessa forma, a tipografia pode ser aplicada a qualquer instância que envolva texto escrito. Compositores, tipógrafos, designers gráficos, diretores de arte, artistas de quadrinhos e grafiteiros, por exemplo, são profissionais com lidam diretamente com tipografia.

Elementos que compõem a tipografia

Existem quatro elementos principais que compõem a tipografia e são essenciais para que se realize um arte boa, com diferencial e qualidade. São eles: repetição, contraste, proximidade e alinhamento. Vamos conhecê-los melhor?

1) Repetição

É a consistência levada ao próximo nível. Em qualquer trabalho tipográfico, aspectos como cores, linhas e tipo de letra devem ser consistentes. Contudo, designers experientes sabem – e já demonstraram – que é interessante destacar um desses elementos para configurar um bom trabalho. Você pode tornar um desses aspectos mais forte, repetindo-o como um elemento chave do seu design.

2) Contraste

As técnicas de contraste seriam aquelas utilizadas para chamar a atenção para determinado elemento em uma página. Pode ser relativo ao contraste de cores, como uma letra preta em um fundo branco. Da mesma forma, variações de tamanho, estrutra, forma, direção ou cor da fonte que você escolher podem configurar diferentes tipos de contraste.

Entretanto, ao escolher os elementos contrastantes, é importante fazer isso de maneira óbvia: deixar claro a todo e qualquer observador que esses elementos não são os mesmos, demonstrando claramente suas diferenças e fazendo-o compreender que a formatação foi proposital.

3) Proximidade

Esta fator diz respeito ao agrupamento de elementos relacionados. Aspectos que sejam relacionados devem ser posicionados juntos, próximos, formando um conjunto, enquanto que os aspectos que não tiverem relação nenhuma devem ser afastados, separados, de forma a fazer o observador entender o que está conectado ou não dentro de sua peça. Quer um exemplos? Títulos e subtítulos.

4) Alinhamento

Esta característica ajuda a manter a aparência da peça unificada. Através dos diferentes tipos de alinhamento, as peças terão diferentes aspectos. Os alinhamentos à direita ou à esqueda, por exemplo, dão ao seu trabalho uma linha de borda mais forte para a visão do espectador. Dão sofisticação extra, ao contrários dos alinhamentos centralizados. Se, ainda assim, preferir centralizar, coloque o texto em um lado da página e use outro elemento gráfico no lado oposto para fazer seu projeto mais interessante.

Referência: Why Typography Matters

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3 dicas para transformar a sua marca em uma lovemark

Criar conexões emocionais com seus consumidores é uma das maneiras como o marketing está se reinventando. Que empresa nunca quis que sua marca fosse amada por seus clientes? O termo lovemark, que define a marca que possui essa relação de amor com seus consumidores, foi cunhado por Kevin Roberts, CEO mundial da Saatchi & Saatchi e autor do livro “Lovemarks: o Futuro Além das Marcas”. Roberts acredita que o respeito está diretamente ligado à manutenção da relação com o consumidor a cada contato, e por isso uma marca só pode prometer aquilo que é capaz de entregar. É claro que nem sempre é possível satisfazer tudo o que o consumidor deseja, mas demonstrar preocupação com os anseios das pessoas fortalece a relação entre cliente e marca.

A transformação da sua marca em uma lovemark não acontece da noite para o dia, mas pode ser mais rápida quando guiada por alguns fatores. Criar produtos e experiências que consigam estabelecer conexões emocionais duradouras com os consumidores não é tarefa fácil e exige emoção, relevância e autenticidade. Para de se aproximar do consumidor mais facilmente:

1) Desperte emoções nas pessoas

A empresa que focar no sentimento do consumidor e construir uma relação de intimidade estará muito mais perto de se tornar uma lovemark do que uma que está pensando com a cabeça e sem ouvir o outro lado. Criar intimidade significa derrubar o isolamento das pessoas e entender profundamente o que elas querem. Além disso, é o sentimento que move as pessoas. Uma lovemark cria lealdade e deixa a razão em segundo plano. Quando uma pessoa não consegue substituir seu iPod por um outro MP3, por exemplo, é porque ela criou uma forte relação de intimidade com a marca.

2) Seja relevante

As pessoas são bombardeadas diariamente com centenas de informações e marcas querendo se tornar relevantes e inesquecíveis. Como se destacar em meio a tantos concorrentes? Uma das respostas é ser relevante. E não há outro caminho para se tornar insubstituível do que a empatia. Quando uma marca entende as emoções dos outros, suas dores e necessidades, é capaz de buscar as soluções mais adequadas para seus clientes. Esse comprometimento com as reais necessidades e anseios das pessoas permite que as empresas estabeleçam um relacionamento duradouro e de confiança com os seus clientes. Ao ser percebido pelo consumidor, esse compromisso é transformado em fidelidade: um passo a mais para se tornar uma lovemark.

3) Seja autêntico e inovador

Não tente mostrar algo que sua marca não é. Algumas empresas acabam copiando ações de outras que deram certo. Jamais faça isso. Cada marca tem uma identidade própria e um público diferente. Seja inovador e tenha uma estratégia única e relevante. Uma empresa invadora consegue identificar necessidades dentro de seu mercado e encontrar uma oportunidade, ou seja, entender o que as pessoas estão procurando e encontrar formas de entregar isso. Obviamente, a inovação traz riscos e não há como garantir que uma campanha de marketing vai dar certo, mas estar disposto a ir ainda mais longe pode levar uma marca a chegar a um lugar onde ninguém foi. Uma marca autêntica cria impacto por si só, um significado. Quando uma ação consegue chamar a atenção, despertar emoções e sentimentos nas pessoas, ela transforma completamente o relacionamento entre marca e pessoas.

Quer saber se você está no caminho de se tornar uma lovemark? Pergunte-se agora: se minha marca deixasse de existir hoje, alguém sentiria falta dela?

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Por que devo me preocupar com o design responsivo

Você já passou pela experiência de abrir um site através de algum dispositivo mobile e perceber que não consegue navegar por que a página não se ajusta ao tamanho da sua tela? Quando o conteúdo não se organiza de maneiras diferentes para os vários tipos de browser, estamos diante de um site não responsivo.

Ou seja, podemos dizer que o design responsivo é o que faz com que a experiência de navegação seja fluida em todos os meios. Segundo artigo da Smashing Magazine, o conceito sugere que design e desenvolvimento devem responder ao comportamento dos usuários e ao ambiente, baseando-se em tamanho de tela, plataforma e orientação.

Estamos falando grego? Calma! O que queremos dizer é, basicamente, o seguinte: no Design Responsivo, assim que o usuário muda o aparelho no qual está navegando, o site se ajusta automaticamente para o novo formato. É nada mais do que um projeto gráfico inteligente, de interfaces adaptáveis a cada dispositivo (tablet, notebook, desktop, smartphone).

A prática responsiva consiste, então, em um mix de grids e layouts flexíveis, imagens e no uso inteligente de CSS Media Queries. O termo é complicado? Vamos à explicação. De acordo com o Pop Up Design, podemos comparar os Media Queries com funcionários de uma galeria arte. Eles direcionam cada visitante para uma sala diferente, de acordo com o que cada um gosta mais de observar. São expressões de CSS (Cascading Style Sheets) utilizadas para mudar o layout em diferentes aparelhos sem alterar o conteúdo.

Motivos pelos quais você deveria se preocupar com o design responsivo

Agora você já está familiarizado com o conceito e pode estar se perguntando por que a utilização do design responsivo importa para o seu site, certo?

A resposta está na demanda. O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) divulgou neste ano os resultados da TIC Domicílios 2013, a pesquisa mais abrangente sobre o uso de computadores, internet e telefone celular no Brasil – segundo informa a coluna Tecneira, da Época Negócios. A pesquisa aponta que, em 2010, 4% da população brasileira utilizava smartphones para navegar em redes sociais e acessar e-mails. Em 2013, esse número passou para 31%!

Além disso, o Creative Market dá outras sete razões para usar o design responsivo:

1) Ele oferece uma melhor UX

A melhora da experiência do usuário é, provavelmente, o motivo mais óbvio pelo qual tornou-se imprescindível trazer o design responsivo para os sites.

2) Ele diminui o tempo necessário para ajustar seu site

Sem ele, você precisaria ter múltiplas versões do seu site: uma para cada dispositivo. E teria que fazer atualizações para cada uma delas. O design responsivo permite que as edições sejam feitas de uma só vez, para todos os formatos.

3) Ele permite que você saiba quem visitou sua página

Com múltiplas versões, é muito mais difícil calcular o número de clicks, pois os visitantes estarão divididos.

4) Ele ajuda a melhorar o SEO

Você sabia que o Google pode derrubar o ranqueamento do seu site caso encontre conteúdo duplicado em múltiplos lugares?

5) Ele ajuda a incorporar flexibilidade para o futuro

A tecnologia está sempre mudando. Com o design responsivo, você pode se planejar de maneira mais rápida, adaptando seu site sempre que novos dispositivos forem criados.

6) Ele faz com que você poupe dinheiro

Implantar o desgin responsivo pode ser caro no início, mas você não precisará ficar pagando alguém para manter e atualizar  múltiplas versões de apenas um site!

7) Ele traz benefícios pay-per-click

Com as Campanhas Avançadas, o Google Adwords passou a considerar o mesmo público-alvo: esteja o usuário em um tablet ou em um notebook. Ou seja, um site criado através de design responsivo pode usar a mesma landing page para qualquer aparelho, tornando mais fácil gerenciar os seus pay-per-clicks.

Gostou do post? Se ficou com alguma dúvida sobre o assunto ou quer compartilhar sua experiência com o design responsivo, comente!

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3 cases de marcas para você se inspirar

O ano está começando e nada melhor do que ver cases de outras marcas para se inspirar. Separamos três marcas que estão presentes no dia a dia de brasileiros e que conquistaram um lugar no coração e na mente de milhões de consumidores. São elas:

Natura

Poucas empresas brasileiras desenvolveram uma cultura corporativa tão forte quanto a fabricante de cosméticos. Em quase 50 anos de história, a empresa conseguiu construir uma imagem de respeito ao meio ambiente, aos fornecedores e aos colaboradores.  A rede de 1,5 milhão de vendedores fez da empresa a líder na venda de cosméticos no país, com faturamento de 8,5 bilhões de reais em 2012. E tem mais! A Natura está entre as 20 marcas mais valiosas do Brasil e da América Latina, segundo o ranking de 2014 da BrandZ.

A história da empresa começou em 1969, em São Paulo. Cinco anos depois, a Natura passou a operar pelo modelo de vendas diretas. Já em 1983, a marca começou a demonstrar preocupação com o consumo consciente e se tornou uma das primeiras fábricas de bens de consumo contínuo a comercializar produtos com recargas ou refil. Durante a  década de 90, buscou reorientar a carteira de produtos para linhas com base nos conceitos de biodiversidade. No ano de 1999, a Natura adquiriu a tecnologia na produção de produtos à base de plantas, focando sua estratégia de desenvolvimento em produtos baseados na biodiversidade brasileira. Até hoje, a Natura é sinônimo de Brasil e preservação da natureza.

Copag

Quem nunca jogou truco, buraco ou copas com as cartas da Copag? Os baralhos da marca são parte da vida dos brasileiros, seja na infância ou na idade adulta. Disso você provavelmente já sabia, mas e que o baralho da marca é utilizado pelos principais cassinos do mundo? E que a Copag foi fornecedora oficial, por dois anos consecutivos, dos baralhos utilizados na maior série de torneios de poker do mundo, a World Series Of Poker?

Após mais de 100 anos de sua fundação, em 1908, a Copag é o exemplo de que quando uma marca presta atenção em seu público e desenvolve uma relação mais profunda, além de provocar sentimentos e lembranças, não há tempo que a torne ultrapassada. A empresa começou importando baralhos europeus, iniciando sua linha de produção própria somente depois de dez anos. Na década de 70, a Copag recebeu o título internacional de “Melhor Baralho do Mundo”.

Em 2007, a empresa percebeu a expansão dos campeonatos de poker pelo mundo e fez uma pesquisa com os jogadores e dealers para descobrir que características os agradavam mais. Com base nas respostas, lançou o baralho “Texas Hold´em”, considerado por muitos o melhor para a prática da modalidade.

Coca-Cola

Em 1886, em uma pequena farmácia de Atlanta, surgia o refrigerante de cola que um dia seria o mais consumido do planeta. A história da marca é longa e já foi estudada por muitos pesquisadores e empresas que veem nela um modelo a ser seguido. Duzentos anos depois de sua fundação, a Coca-Cola conseguiu associar seus produtos a momentos mágicos e especiais na vida das pessoas. Quem nunca sonhou em ver a caravana de Natal da marca passando pela sua rua? Ou colecionou mini garrafinhas grafadas com o nome da empresa? Hoje, a organização tem aproximadamente 400 marcas presentes em mais de 200 países. A filosofia da marca é que em qualquer parte do mundo você seja capaz de encontrar uma garrafa do refrigerante e ter a mesma sensação da infância. A marca é completamente associada à memória e aos sentimentos das pessoas. Para cada região, há uma estratégia diferente, respeitando a diversidade dos consumidores e suas culturas e experiências.

A empresa investe em projetos sociais, ambientais, eventos esportivos, musicais e culturais. Além disso, transformou a forma de fazer publicidade. Existem diversas campanhas da marca que replicaram pela rede voluntariamente. Ou seja, as pessoas se sentiram tão conectadas que não se incomodam em reproduzir o discurso dela sem ganhar nada por isso. Pelo menos não financeiramente. Que empresa não gostaria que sua maior propaganda fosse feita pelos seus clientes?

Conhece outro caso interessante? Compartilhe com os leitores do blog!