Os 'quem matou?' que mudaram a relação do público com as novelas
Se você viveu no Brasil durante uma das grandes novelas de mistério da TV Globo, sabe como um assassinato bem construído segura a audiência e movimenta o país inteiro. Só de ouvir a pergunta "Quem matou?", as pessoas já começavam a formular teorias – e isso nunca foi por acaso. Nessas seis décadas de existência, a Globo fez história ao criar tramas de suspense que colocaram até quem não era noveleiro pra discutir em casa, no trabalho e até na fila do mercado.
Em 1988, Vale Tudo virou referência quando a morte de Odete Roitman virou o assunto do momento. A novela, obra de Gilberto Braga, mostrou que uma vilã podia ser tão carismática, odiada e intrigante ao ponto de todo mundo querer saber quem tirou sua vida. O desfecho só veio no último capítulo, com a revelação de que Leila, vivida por Cássia Kis, foi a responsável. O suspense ficou tão forte que, nas semanas finais, ninguém queria perder um episódio sequer de medo de sair por aí dando spoiler sem querer.
Anos mais tarde, em 2007, foi a vez de Paraíso Tropical surpreender o público. Taís, interpretada por Alessandra Negrini, foi morta de forma cruel, asfixiada com gás em seu próprio apartamento, e a suspeita ia de um lado para o outro entre os personagens. A revelação de que o assassino era Olavo, personagem de Wagner Moura, reforçou o papel do mistério como motor da narrativa. O público ficou desconfiado de todo mundo, e os debates sobre motivos e pistas inundavam as redes sociais e rodas de conversa antes mesmo dos spoilers virarem moda na internet.
Reviravoltas que redefiniram o gênero policial nas novelas
Em 1999, a Globo usou um cenário rural para intensificar o mistério em Terra e Paixão. O assassinato da vilã Agatha não teve apenas um culpado: Angelina, Gentil e Irene, cada um com sua razão, participaram do crime de maneiras diferentes, misturando envenenamento, empurrão e tiros. Foi uma virada de roteiro que deixou muitos espectadores boquiabertos: ninguém imaginava que o famoso 'quem matou?' poderia ter resposta tripla, integrando novos elementos ao clássico formato policial já consagrado por outros títulos do horário.
Essas tramas deixaram claro que, no imaginário popular, novela não é só romance ou drama familiar: virou palco de histórias de mistério dignas de série policial. O público ficou cada vez mais ativo, debatendo teorias e sinais escondidos nos mínimos detalhes das cenas. E não era para menos, já que novelas como Vale Tudo, Paraíso Tropical e Terra e Paixão foram além do mero entretenimento: entraram no vocabulário do brasileiro, viraram memes, inspiraram paródias e até geraram merchandising em outros programas da própria Globo. No final das contas, todo mundo queria saber: afinal, quem matou?
Débora Costa
maio 25, 2025 AT 12:54Essas novelas de mistério eram um evento nacional. Eu me lembro de ficar acordada até tarde só pra não perder o capítulo. A gente discutia no recreio da escola, no ônibus, no mercado. Não era só TV, era parte da cultura.
wes Santos
maio 26, 2025 AT 00:27mano vale tudo foi o pico kkkk eu tava na 5 serie e todo mundo falando q foi a leila q matou a odete e eu nao acreditava ate o final kkkk
Paulo Guilherme
maio 26, 2025 AT 13:11Isso aqui vai além de entretenimento. É a narrativa popular se tornando mitologia. O 'quem matou?' não era só um enredo - era um ritual coletivo de busca por verdade, justiça, culpa. A Globo entendeu que o drama brasileiro não mora só no amor, mas no crime que expõe o que a gente esconde. Essas novelas foram nossos dramas gregos com novelas de sabão.
Yelena Santos
maio 27, 2025 AT 00:42É incrível como essas histórias uniram gerações. Minha avó, que nunca assistia novela, se virava para ver o final de Vale Tudo. E eu, criança, ficava encantada com o jeito que a trama era construída. Não era só suspense, era arte.
Vanessa Irie
maio 28, 2025 AT 03:31Essas novelas foram o único momento em que a TV brasileira teve coragem de fazer algo complexo. Hoje só tem amores impossíveis e vilões que parecem saídos de um TikTok. O público merecia mais. E a Globo sabia como fazer. Agora só repete fórmulas fracas.
Mariana Basso Rohde
maio 28, 2025 AT 16:44Olavo em Paraíso Tropical? Tava tão óbvio que até o cachorro do vizinho sabia. Mas aí a gente se esquece que o roteiro queria que a gente duvidasse de todo mundo. Brilhante. E sim, Wagner Moura fez o vilão mais assustador da TV desde o tempo que a Odete Roitman morreu de um tiro na testa.
Ana Larissa Marques Perissini
maio 30, 2025 AT 15:07quem matou a agatha? ninguem sabe pq a globo foi covarde e nao mostrou direito kkkk e ainda querem falar q essas novelas eram boas? so porque elas tinham mais tempo de tela? hoje em dia tem 30 minutos de cenas de amor e 2 minutos de crime e todo mundo acha que é arte
Jéssica Ferreira
maio 31, 2025 AT 01:53Se vocês acham que essas novelas eram só entretenimento, é porque não lembram como elas nos ensinaram a olhar para os detalhes. Aquele olhar desviado, o gesto que não fez sentido, a música que mudou... tudo era pista. E isso fez a gente se tornar mais atentos, mais críticos. Foi um presente.
Rogério Perboni
junho 1, 2025 AT 03:10Essa nostalgia é exagerada. As novelas de mistério da Globo tinham roteiros confusos, atuações exageradas e finalmente, sempre caíam no clichê. O Brasil não precisa de mais mitos televisivos. Precisa de conteúdo de qualidade, não de lembranças emocionais mal estruturadas.
Fernanda Dias
junho 1, 2025 AT 10:27Na verdade, o verdadeiro assassino foi a própria Globo. Eles mataram a criatividade das novelas. Depois de Terra e Paixão, tudo virou cópia de cópia. Eles sabiam que o público ia engolir qualquer coisa com um 'quem matou?' e pararam de se esforçar. Foi um assassinato lento. E ninguém nem notou.
Liliane oliveira
junho 3, 2025 AT 09:44Quem matou Odete? Foi a Globo. Quem matou Paraíso Tropical? Foi a Globo. Quem matou o suspense na novela? A Globo. Eles não deixaram ninguém viver. Tudo foi planejado pra manter o controle. Eles não queriam que a gente descobrisse a verdade. Eles queriam que a gente continuasse assistindo. O crime real foi a manipulação. E o público? Ainda tá no banco dos réus. Sem saber que foi vítima desde o começo