details-image jul, 12 2025

Relatório preliminar da Índia desmonta rumores e revela detalhes do desastre com o voo Air India 236

O debate em torno do desastre envolvendo o voo Air India 236 ganhou força nas últimas semanas, principalmente depois que circulou no Brasil o boato de que a Índia estaria escondendo as primeiras conclusões do caso. O que se viu nesta sexta-feira (12 de julho de 2025) foi o oposto: o Bureau de Investigação de Acidentes Aeronáuticos da Índia (AAIB) publicou oficialmente o relatório preliminar do acidente, trazendo informações duras, números atualizados das vítimas e os principais achados técnicos até agora.

Para quem ainda não estava por dentro, o acidente aconteceu em 12 de junho, quando um Boeing 787-8 Dreamliner, operando como voo Air India 236, caiu poucos minutos após a decolagem em Ahmedabad e atingiu uma área residencial da cidade. Foram confirmadas 19 mortes em solo, além de 241 passageiros e tripulantes que não sobreviveram. Apenas um sobrevivente foi encontrado, com ferimentos graves. O número total de vítimas — 260 — assusta até os que já acompanham tragédias aéreas de perto.

Principais revelações técnicas e impacto nas famílias

Principais revelações técnicas e impacto nas famílias

O relatório divulgado pelo AAIB é claro ao detalhar o que aconteceu nos segundos críticos após a decolagem. Entre os pontos mais intrigantes, destaca-se o fato de as manetes de potência permanecerem em posição de máxima aceleração durante toda a tentativa de subida, mesmo depois de danos visíveis terem surgido na aeronave. Além disso, os interruptores de controle de combustível estavam na posição ‘RUN’, sem indicação de corte intencional — mesmo assim, houve corte de combustível no meio do voo. Outros pontos técnicos incluem os flaps mantidos em 5 graus (posição padrão para decolagem), a porta do compartimento da APU aberta e o acionamento do RAT (equipamento de emergência elétrico) logo após a decolagem.

A gravação das câmeras de segurança reforçou a angústia, mostrando o avião perdendo altitude após ultrapassar velocidades cruciais na decolagem (V1: 153 nós, Vr: 155 nós) e impactando violentamente uma vizinhança pouco depois de ganhar sustentação no ar. O resultado: um enorme incêndio e destruição. As famílias das vítimas reagiram com choque quando foi revelado que a interrupção do combustível aconteceu antes do avião atingir o solo, levantando dúvidas sobre falha técnica ou erro humano — um detalhe que o relatório ainda não explica de forma definitiva, já que a causa principal do acidente ainda está sob investigação.

A divulgação desmonta a tese do Air India estar encobrindo informações. Na verdade, o AAIB ressaltou que o material é preliminar: investigações complexas prosseguem, mas a transparência foi respeitada. Famílias, imprensa e autoridades agora têm pelo menos um ponto de apoio confiável para lidar com essa tragédia. Enquanto novas análises não finalizam o quadro completo, as atenções se voltam para entender como esse corte de combustível ocorreu e como evitar que o pesadelo se repita.

11 Comentários

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    Fernanda Dias

    julho 14, 2025 AT 02:33
    Então agora é culpa do avião? Tá bom, mas quem autorizou a decolagem com o sistema de combustível já com sinal de falha? Se isso foi detectado antes, alguém tá dormindo no posto.
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    Liliane oliveira

    julho 14, 2025 AT 06:47
    O relatório é preliminar mas já tem um monte de coisas que não batem... tipo, por que a APU tá aberta? E se o RAT acionou logo depois da decolagem, isso quer dizer que a eletricidade falhou antes do corte de combustível... ou será que alguém desligou manualmente? Alguém já pensou que pode ser um ato deliberado? 🤔
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    Caio Rego

    julho 14, 2025 AT 18:55
    Aqui vai a verdade que ninguém quer ouvir: a aviação moderna é um castelo de cartas. Todo esse sistema de redundância? É só marketing. Quando um componente falha, o próximo não tá preparado pra segurar o caos. E o pior? Eles fingem que tudo é técnico, mas no fundo é humano. O piloto não é um deus, ele é um funcionário cansado com pressão de horário. E a companhia? Ela quer lucro, não segurança. Isso aqui é um crime de negligência disfarçado de acidente.
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    joseph ogundokun

    julho 15, 2025 AT 03:28
    É importante destacar que o relatório do AAIB foi claro, detalhado e publicado em menos de 30 dias - o que é extremamente rápido para investigações aéreas. O fato de os interruptores de combustível estarem em 'RUN' e ainda assim haver corte sugere uma falha no sistema de distribuição, não ação intencional. O flaps em 5° está dentro dos parâmetros, e o RAT foi acionado corretamente. Isso mostra que os sistemas de emergência funcionaram - o problema foi a perda de potência antes da sustentação adequada. Não é conspiração. É engenharia falhando em cadeia.
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    Luana Baggio

    julho 15, 2025 AT 04:54
    Ah, claro, agora é tudo culpa da tecnologia... enquanto os pilotos ganham salário de fome e são obrigados a voar 14 horas por dia. 🙄 Se a empresa não investiu em manutenção, não treinou bem a equipe e pressionou pra decolar mesmo com sinais de alerta, então sim, é culpa deles. Mas não é 'falha técnica'... é falha moral.
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    Lilian Hakim

    julho 16, 2025 AT 10:46
    Eu sei que é difícil, mas vamos manter a calma. Essas famílias estão sofrendo. A gente pode questionar, pode cobrar, mas não podemos transformar isso em um show de acusações. O relatório é um passo. Agora é esperar os próximos, apoiar os sobreviventes e exigir mudanças reais - não só memes no Twitter.
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    Haydee Santos

    julho 17, 2025 AT 21:36
    RAT acionado imediatamente após decolagem? Isso é um indicador de falha primária de GCU ou BPCU. Se o sistema de controle de potência estava em max thrust, mas o combustível foi cortado antes do V1, isso sugere um problema no FADEC - provavelmente um erro de calibração ou corrupção de firmware. Não é 'erro humano'. É um bug de software em um sistema crítico. Eles não falam disso porque não querem admitir que avião hoje é um computador com asas.
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    Alessandra Carllos

    julho 19, 2025 AT 18:12
    Tudo isso é uma farsa... se a India tivesse realmente querido transparência, teria liberado os dados de voz da cabine antes. Mas não. Só liberaram o que serve pra desviar o foco da verdade: que o avião foi sabotado. Quem lucra com isso? As seguradoras? As fabricantes? A indústria aérea? Eles não querem que a gente saiba que tudo isso é planejado... para justificar novas leis, novos impostos, novos controles. A verdade é que ninguém quer saber o que realmente aconteceu
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    Vanessa St. James

    julho 19, 2025 AT 18:13
    Alguém sabe se o modelo do 787-8 desse voo tinha alguma revisão específica de manutenção recente? Tipo, foi submetido a algum upgrade de software antes do acidente?
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    Don Roberto

    julho 20, 2025 AT 21:33
    Se o piloto deixou a manete no máximo, mas o combustível sumiu... será que ele tava ouvindo música alta e não ouviu os alertas? 😅
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    Bruna Caroline Dos Santos Cavilha

    julho 22, 2025 AT 01:50
    É profundamente perturbador que, em pleno século XXI, ainda permitamos que sistemas de transporte de massa sejam operados por corporações cuja principal métrica de sucesso é o lucro trimestral - e não a integridade humana. A tragédia do voo Air India 236 não é um acidente; é a materialização de uma ética decadente, onde a vida é uma variável de custo. A indústria aeronáutica precisa ser desmontada e reconstruída sob princípios existencialistas, não econômicos. O que nós, enquanto sociedade, permitimos, não é um erro técnico. É um pecado.

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